
A 1ª Vara Criminal da Comarca de Três Passos negou, na última quinta-feira (11), o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Evandro Wirganovicz. Ele está preso desde maio de 2014 e é um dos quatro réus no processo que apurou a morte de Bernardo Uglione Boldrini.
A defesa do acusado pediu sua liberdade ao questionar a necessidade da manutenção, considerando que já decorreram mais de quatro anos do crime e alegando que Evandro Wirganovicz não participou diretamente da morte do menino. A defesa ainda citou que ele é réu primário.
O despacho da 1ª Vara Criminal da Comarca de Três Passos reitera que há indícios de autoria e materialidade, e que o fato de Evandro Wirganovicz ser réu primário não garante, por si só, a concessão de liberdade. O documento lembra que a ausência na participação na morte da criança será analisada no julgamento.
A decisão também destaca que, mesmo quatro anos após o crime, ‘ainda há mobilização da sociedade na tentativa de manter vivo, ao que se percebe, o clamor por justiça’.
Relembre o caso:
A investigação da Polícia Civil concluiu que Bernardo Uglione Boldrini foi morto em 04 de abril de 2014. No entanto, o corpo do menino de 11 anos foi encontrado enterrado dez dias depois em uma cova rasa no interior de Frederico Westphalen.
Segundo a Polícia Civil, a criança morreu em decorrência de uma superdosagem do medicamento Midazolan, aplicada por sua madrasta, Graciele Ugulini. A investigação apurou ainda que os irmãos Wirganovicz ajudaram a enterrar o corpo do menino.
Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz, em maio de 2014, foram denunciados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima). Os três, mais Evandro Wirganovicz, ainda foram denunciados por ocultação de cadáver. Leandro Boldrini também responde por falsidade ideológica.