
A demanda dos consumidores por energia solar está mostrando sinais de desaceleração no Rio Grande do Sul, após um período de crescimento acima da média em 2022. Dados das duas principais concessionárias de energia do estado indicam uma redução no número de novos projetos de geração distribuída (GD) no acumulado de 2023 até maio, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Na área atendida pela CEEE Equatorial, a queda registrada é de 15,8%, enquanto sob o guarda-chuva da RGE, o recuo chega a 53% no mesmo período. Especialistas e membros do setor apontam alguns fatores que podem explicar esses números, como as taxas de juros elevadas, que encarecem a adesão ao sistema, a entrada em vigor do marco legal do segmento e a comparação com uma base mais forte de projetos no ano anterior.
O custo inicial de instalação de sistemas de energia solar ainda é um desafio para muitos consumidores, especialmente quando as taxas de juros estão em um patamar elevado. Isso pode desencorajar novos investimentos e postergar decisões de adesão ao sistema, afetando o crescimento do setor.
Além disso, a entrada em vigor do marco legal do segmento pode ter impactado o ritmo de crescimento, uma vez que as empresas e consumidores precisam se adaptar às novas regulamentações e diretrizes estabelecidas.
É importante ressaltar que a comparação com um ano anterior de forte expansão também influencia na percepção de desaceleração, já que o aumento expressivo registrado em 2022 pode ter criado uma base mais alta para comparação em 2023.
Apesar dessa desaceleração momentânea, a energia solar ainda apresenta um potencial significativo no Rio Grande do Sul e continua sendo uma opção atrativa para os consumidores em termos de economia de energia e sustentabilidade. O setor acompanhará de perto essas tendências e buscará estratégias para impulsionar o crescimento contínuo da geração distribuída de energia solar no estado.