
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Educação (MEC), coletados antes da pandemia, 1,1 milhão de adolescentes, entre 15 e 17 anos, não frequentavam a escola. O número representa 11,8% dos jovens nesta faixa etária. No grupo de seis a 14 anos são quase 170 mil crianças que não vão à escola, ou seja, 0,7%. Mas, conforme os especialistas, a taxa de evasão escolar pode crescer com a pandemia.
A preocupação de quem estuda o acesso à educação no Brasil é de que o medo de contágio pelo novo coronavírus possa motivar pais a não enviar os filhos para a escola em 2020 e 2021.
A presidente da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz, explica que os gestores educacionais estão em um ‘beco sem saída’, onde todas as opções possíveis são ruins.
— Quanto mais tempo os alunos ficam em casa, enfraquecendo seu vínculo com a escola, maior a chance da gente ter uma explosão na evasão escolar. Por um lado, precisamos retomar as aulas presenciais porque é assim que vamos retomar a possibilidade de ter uma educação de qualidade no país, no entanto, não dá pra voltar as aulas nessa situação de pandemia em um patamar tão alto — disse Priscila Cruz em audiência pública no Senado.
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