
A nuvem de gafanhotos que está na província argentina de Entre Rios, a 110 quilômetros de Barra do Quaraí (RS), tem sua movimentação acompanhada por fiscais agropecuários da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).
As temperaturas elevadas que devem permanecer no Rio Grande do Sul pelo menos até a quarta-feira (22/07) propiciam maior mobilidade dos gafanhotos, como foi observado no deslocamento da nuvem de cerca de 30 quilômetros no último fim de semana.
– Estamos monitorando a região da fronteira com a Argentina e em contato direto com o Ministério da Agricultura e com o governo argentino para verificar o tamanho e a velocidade de deslocamento da nuvem. Temos 11 fiscais envolvidos nesta tarefa – informa Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da SEAPDR.
De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na segunda-feira (20/07), a previsão é de que os insetos continuem a se movimentar para o Sul, e que os ventos se mantenham na direção Norte-Sul indicando uma provável direção da nuvem rumo ao Uruguai.
Conforme o titular da SEAPDR, Covatti Filho, neste momento, o Plano Operacional da Secretaria da Agricultura está na fase de vigilância e monitoramento. Mas caso haja a entrada da nuvem no Rio Grande do Sul, as equipes devem agir rapidamente para executar as medidas de controle fitossanitário.
– Caso a nuvem chegue ao Estado, a estimativa é de grandes prejuízos para os produtores e as ações de contenção devem ser tomadas rapidamente para minimizar os impactos – afirma Covatti Filho.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão em estado de emergência fitossanitária desde 25 de junho por determinação do MAPA. A medida é preventiva e deve durar um ano.
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