
Um terremoto de 7.2 de magnitude atingiu uma região do Peru ontem (26). Os índices do serviço geológico dos Estados Unidos mostraram que o local fica próximo da fronteira com a Bolívia. Pessoas relataram que sentiram tremores em diversos lugares diferentes em Passo Fundo.
Em entrevista, a geóloga da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Débora Medeiros, explicou que o terremoto em si não foi sentido em Passo Fundo, mas sim algumas oscilações no terreno. Conforme ela, o terremoto ocorreu em um epicentro de distância considerável do Brasil, então o que é sentido no país é reflexo da energia gerada quando o abalo sísmico ocorre.
De acordo com Débora, neste caso recente, o terremoto ocorreu em uma região considerada de alta instabilidade tectônica, porque fica no limite de duas placas que, quando movimentam-se, geram energia suficiente para provocar abalos até mesmo em outros países, como o próprio Brasil. Ela explica que a energia deste abalo dissipa-se ao longo de um grande terreno, até ser finalizado, por isso foi possível sentir um pouco do reflexo do terremoto em Passo Fundo e outras regiões do país. Segundo Débora, essas oscilações no terreno não são graves e nem derrubam estruturas, porque estamos distantes do epicentro do terremoto.
Além disso, a geóloga explicou que o Brasil fica sobre a Placa Sul-Americana, que é de grande extensão, mas não está em constante movimentação próximo ao país. Por isso, é possível afirmar que o Brasil está em uma posição de privilégio e muito dificilmente registrará um grande terremoto, apenas pequenas oscilações como as que foram sentidas ontem em Passo Fundo.
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