
Somente em 2019, no Rio Grande do Sul, quase 3,5 mil bebês foram beneficiados com leite materno doado por cerca de duas mil mulheres. Ao todo, são mais de 1.700 litros coletados entre janeiro e abril deste ano, de acordo com números da Rede Global de Bancos de Leite Humano, representada no Brasil pela Fiocruz.
Dados do ministério da Saúde indicam que um pote de leite materno doado pode alimentar até dez recém-nascidos prematuros ou de baixo peso por dia. Dependendo do peso do prematuro, um mililitro já é o suficiente para nutri-lo a cada vez que for alimentado.
A composição do leite humano não pode ser reproduzida em laboratório, como explica a nutricionista da Santa Casa de Porto Alegre, Claudia Helena de Abreu Nunes. – Toda composição do leite materno em termos de nutriente é a mais adequada para o ser humano. Todos os fatores de imunização presentes no leite materno não podem ser reproduzidos através de uma fórmula. As enzimas, todo o processo lácteo, não têm como ser reproduzidos. Por isso, o leite materno é o alimento ideal e perfeito para o ser humano – afirma a nutricionista.
Três municípios da Região Noroeste do Rio Grande do Sul possuem banco de leite humano. São eles: Ijuí, Santo Ângelo e Santa Rosa.