
Luis Carlos Benedette, coordenador do CIGRES, Consórcio Intermunicipal dos Resíduos Sólidos, que em responsável pelo recebimento do lixo da região, participou do programa Tribuna Popular da Rádio Província, neste sábado, 4, onde comentou sobre as mudanças que estão sendo aplicadas na unidade.
Ele cita que no último dia 02 de abril, hoje mais um caso de contaminação de funcionários que trabalham no local e por isso foi restringido o horário para receber os produtos, pois agora, haverá um servidor que vai acompanhar a descarga do lixo que chega para identificar possíveis produtos que não deveriam estar no lixo. “Nossa primeira preocupação é preservar a saúde e integridade de nossos servidores.”
Benedette reconhece que isso vai gerar alguns programas para os transportadores, mas que não há outra alternativa neste momento. “Aquela contaminação do dia 03, não conseguimos identificar ainda o produto ativo, apenas sabemos que é veneno.”
Ele cita que muitos materiais não podem ir para o CIGRES, como lâmpadas, pneus, produtos de origem hospitalares, embalagens de agrotóxicos, sendo que esses produtos tem uma política reversa e as empresas que vendem são obrigadas a receber novamente. “As pessoas em particular acaba enviando esses produtos impróprios e coloca em risco a vida dos servidores.”
“O CIGRES não é uma empresa, é um consórcio mantido pelos municípios, cada vez que temos um problema aumenta o custo e esse custo acaba caindo em casa município. A população vai pagar ela mesma o que ela mandar para lá.”
As orientações repassadas pelo coordenador, é que os cidadãos façam suas coletas seletivas, que diminuiria muito o custo e facilitaria a vida dos servidores que trabalham no local. Ele pede a população que cuide e evite materiais hospitalares, pneus, eletrônicos, lâmpadas, embalagens de agrotóxicos e outros. “Se cada um fizer na sua casa vai ficar muito mais fácil para o nosso trabalho aqui.”