
O Hospital Universitário de Santa Maria realizou pela primeira vez um transplante autólogo de medula óssea sem a utilização de transfusão de sangue. O procedimento aconteceu no dia 15 de abril e mobilizou equipes de diferentes áreas médicas ao longo de meses de preparação.
O paciente submetido ao tratamento foi Anderson Mazzon, de 25 anos, morador de Rosário do Sul. A equipe médica estruturou todo o atendimento para respeitar a convicção religiosa do jovem, que optou por não receber hemocomponentes durante o processo.
Para garantir a segurança do transplante, os profissionais utilizaram protocolos baseados no conceito de Patient Blood Management, método voltado à preservação do próprio sangue do paciente e à redução da necessidade de transfusões.
No transplante autólogo, as células-tronco são retiradas do próprio organismo do paciente, armazenadas e posteriormente reinfundidas após o tratamento quimioterápico, permitindo a recuperação da produção sanguínea. Em procedimentos convencionais, esse tipo de tratamento geralmente requer transfusões devido à redução temporária das células do sangue.
Anderson descobriu um linfoma não Hodgkin após procurar atendimento médico em razão de uma tosse persistente durante o período da colheita da soja. Após exames e confirmação do diagnóstico por biópsia, ele iniciou tratamento no hospital, passando por sessões de quimioterapia, radioterapia e acompanhamento especializado.
Com a doença controlada, o jovem permaneceu internado por 24 dias em 2026 para a realização do transplante. Atualmente, já recebeu alta hospitalar e retornou para sua cidade de origem.
Segundo o hospital, o caso evidencia a capacidade técnica das equipes envolvidas e reforça a importância de um atendimento individualizado, respeitando as escolhas e necessidades de cada paciente.
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