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Operação mira patrimônio milionário de grupo criminoso no RS e SC

Nova etapa da investigação cumpre mandados e busca enfraquecer financeiramente organização envolvida com tráfico e lavagem de dinheiro.

Por: Marcelino Antunes Fonte: Polícia Civil
15/04/2026 às 14h42
Operação mira patrimônio milionário de grupo criminoso no RS e SC
(Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil gaúcha, por meio da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DRACO) de Cruz Alta, colocou em prática mais uma fase da Operação REMAP, que tem como foco desarticular esquemas ligados ao tráfico de entorpecentes, associação criminosa e ocultação de recursos ilegais na região. A ofensiva contou com o suporte de equipes de Santa Catarina e unidades da 5ª Região Policial.

Nesta etapa, o principal objetivo é bloquear bens atribuídos ao suposto chefe da organização, apontado pelas investigações como o responsável por estruturar e comandar as atividades ilícitas.

Ao todo, foram executados seis mandados de busca e apreensão, distribuídos entre os municípios de Piçarras e Bombinhas, em Santa Catarina, além de Horizontina e Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.

As ações integram o calendário da Operação Nacional coordenada pela RENORCRIM, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com atuação da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência. O programa reúne forças especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo ações conjuntas contra o crime organizado.

A investigação teve início após a apreensão de dinheiro em circunstâncias suspeitas, o que levou à descoberta de um grupo estruturado, atuando no comércio ilegal de drogas e na posterior dissimulação dos lucros por meio de esquemas financeiros.

Durante o avanço das apurações, foram localizados imóveis de alto valor e outros bens incompatíveis com a renda declarada dos investigados, inclusive fora do estado. O patrimônio vinculado ao líder da organização ultrapassa R$ 7,5 milhões, indicando a grande capacidade financeira do grupo.

Os investigadores também identificaram o uso de terceiros e empresas para mascarar a origem dos recursos, além de pagamentos em dinheiro divididos em pequenas quantias, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

Diante dos indícios, a Polícia Civil solicitou à Justiça o bloqueio e possível perda dos bens, com o objetivo de reduzir o poder econômico da organização e dificultar sua atuação.

A Operação REMAP continua em andamento, com novas diligências previstas para identificar outros envolvidos e ampliar as medidas de apreensão patrimonial. A Polícia Civil reforça que seguirá atuando de forma estratégica, não apenas no combate direto aos crimes, mas também no enfraquecimento financeiro das organizações criminosas.

 

 

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