A atuação da Polícia Penal ao longo de 2025 impediu a entrada de uma quantidade significativa de materiais ilícitos nos presídios do Rio Grande do Sul. Dados do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP) indicam crescimento nas apreensões realizadas em ações extramuros, como rondas externas e a antecipação de arremessos manuais ou com uso de drones sobre as muralhas das unidades prisionais.
Durante o ano, os servidores penitenciários evitaram a entrada de 2.893 aparelhos celulares no sistema prisional. Em 2024, haviam sido apreendidos 2.667 aparelhos, o que representa um aumento de 8,5%. Já em relação aos chips para celulares, o crescimento foi ainda mais expressivo: 67%, passando de 1.101 unidades em 2024 para 1.836 em 2025. O levantamento considera exclusivamente ações preventivas externas, não incluindo apreensões feitas em revistas gerais nas galerias, fiscalizações pontuais em celas ou cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A segurança é uma das áreas prioritárias do governo estadual. Para o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, os dados demonstram a eficiência do trabalho realizado. “São números que evidenciam a capacidade técnica dos servidores e a atuação firme contra o crime organizado, contribuindo de forma decisiva para o trabalho integrado da segurança pública e para a melhoria dos indicadores do Estado”, avalia.
No combate à tentativa de entrada de entorpecentes, o volume de apreensões também apresentou aumento significativo. Em 2025, foram confiscados 426,3 quilos de drogas, contra 225,5 quilos no ano anterior, o que representa um crescimento de 89%. O superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol, destaca que os resultados são reflexo de um conjunto de medidas, como o fortalecimento da inteligência penitenciária, o aprimoramento dos protocolos de segurança e o investimento em tecnologias, incluindo sistemas antidrone.
As tentativas de introdução de armas brancas também foram monitoradas. Em 2024, foram interceptados 174 objetos desse tipo, número que subiu para 184 em 2025. Segundo o diretor do DSEP, Anderson Prochnow, os resultados demonstram a atuação contínua e comprometida dos servidores. Ele ressalta que o trabalho da Polícia Penal ocorre tanto dentro quanto no entorno das unidades prisionais, em alinhamento com as diretrizes do programa RS Seguro, contribuindo para a manutenção dos índices de segurança pública no Estado.
