
A escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa pela Presidência em 2026, anunciada no início do mês, já aprofunda divisões dentro da direita. O senador foi indicado pelo próprio pai, preso desde 22 de novembro após condenação por participação em tentativa de golpe de Estado.
Especialistas apontam que a disputa entre os herdeiros do bolsonarismo deve ser intensa, especialmente porque partidos de direita e o Centrão resistem ao nome de Flávio. Para líderes do bloco, o senador não teria força para unificar a direita, o que pode resultar em múltiplas candidaturas contra o presidente Lula (PT).
Siglas como União Brasil e PSD já sinalizaram que não devem apoiá-lo, defendendo candidaturas próprias, como as de Ronaldo Caiado e Ratinho Jr.
Por outro lado, governadores aliados, incluindo os do RS, SC, SP, RJ, ES e MG, declararam apoio ao senador. Para Cláudio Castro e Jorginho Mello, o objetivo é fortalecer o PL na disputa nacional.