
Após superlotar hospitais em uma onda que teve como um de seus focos de origem a Região Metropolitana, entre fevereiro e março, a pandemia volta a ganhar força no Rio Grande do Sul agora a partir do aumento de casos e internações no Interior.
Na avaliação de infectologistas e epidemiologistas, tendências de agravamento da covid-19 verificadas em áreas como as de Santo Ângelo, Cruz Alta e Passo Fundo podem provocar um novo ciclo de avanço generalizado do coronavírus em solo gaúcho. Esse cenário é favorecido pela retomada de atividades com a circulação do vírus elevada, percentual ainda baixo de vacinação e insuficiência de testagem e rastreamento de casos. A chegada do frio, que pode reduzir a ventilação em ambientes fechados, é outro possível complicador.
Conforme os dados da versão de ontem, segunda-feira (17) do boletim diário de monitoramento da covid-19, que serve de base para a emissão de recomendações por parte do Piratini, 11 das 21 regiões gaúchas havia apresentado aumento no acumulado semanal de novos casos da doença, e nove tiveram crescimento na demanda por UTIs.
As Missões são uma das atuais zonas de atenção. Santo Ângelo e Palmeira das Missões, por exemplo, registraram 62,9% e 47,10% de crescimento de novos casos em uma semana, respectivamente — e tiveram quase um terço de subida nas mortes no mesmo período. Cachoeira do Sul, Uruguaiana, Palmeira das Missões e Santo Ângelo já apareciam com taxas de ocupação de UTI iguais ou superiores a 100%, o que aumenta as preocupações com a estrutura de atendimento.
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