
A Polícia Civil (PC) já tem uma linha de investigação sobre as duas mortes ocorridas na noite do domingo (16/05) dentro de um restaurante na cidade de Jaboticaba, distante cerca de 35 quilômetros de Frederico Westphalen. Um cliente e um comissário da Polícia Civil foram executados por um atirador devido a um provável desentendimento - mas ainda com motivação sendo apurada - ocorrido momentos antes dos crimes.
Testemunhas afirmaram que Marcos de Moraes Antunes, de 30 anos, discutiu dentro do estabelecimento comercial com uma pessoa e saiu do local. Momentos depois, voltou armado e atirou à queima-roupa em uma das vítimas. Antes de sair, ele foi abordado pelo agente policial e houve troca de tiros.
O cliente José Antônio Rocha Monteiro, de 53 anos, morreu na hora. Segundo algumas das 25 pessoas que estavam no restaurante, o desentendimento foi entre ele e Marcos de Moraes Antunes. No entanto, o motivo da desavença ainda é apurado.
O delegado Gustavo Fleury diz que tentou, na tarde da segunda-feira (17/05), ouvir o atirador no hospital, mas ele apenas se restringiu a dizer que não se lembrava do que ocorreu.
O comissário Fabiano Ribeiro de Moraes, de 51 anos, lotado na Delegacia da PC de Jaboticaba, abordou o atirador, que revidou e atirou no agente. Mesmo caído, o comissário disparou três vezes, acertando uma das pernas, um dos braços e o quadril de Marcos de Moraes Antunes. O agente morreu a caminho do hospital. O atirador está sob custódia no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões, distante 33 quilômetros de Jaboticaba.
Investigação:
O delegado Gustavo Fleury, que responde pela cidade de 3,7 mil habitantes e está à frente da investigação, diz que imagens de câmeras de segurança estão auxiliando na identificação de todas as pessoas que estavam no local. Até o meio-dia da segunda-feira (17/05), pelo menos seis já haviam prestado depoimento. A namorada do atirador também foi ouvida.
Uma das linhas apuradas seria desavença familiar, inclusive motivada por vingança, mas anterior ao desentendimento de domingo à noite. A questão não está descartada, mas também não é confirmada totalmente pela investigação porque ainda há necessidade de provas concretas. Mas é grande a possibilidade desse conflito também ter gerado a discussão ocorrida entre Marcos de Moraes Antunes e José Antônio Rocha Monteiro no restaurante.
O atirador teve a prisão preventiva solicitada à Justiça, depois de ser preso em flagrante ainda durante o atendimento médico. O delegado ainda destaca que Marcos de Moraes Antunes realmente é atirador e tem porte para transporte. No entanto, há alguns dias ele foi abordado em Palmeira das Missões pela Brigada Militar e teve a arma apreendida. O homem tem cinco passagens pela polícia por casos como ameaça, porte ilegal de arma de fogo, entre outros.
José Antônio Rocha Monteiro, que foi executado, tinha cerca de 15 antecedentes criminais, inclusive violência doméstica e roubo.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, aguarda por resultados periciais e informa que Marcos de Moraes Antunes responderá por duplo homicídio qualificado. Além disso, não descarta a participação de um cúmplice. Gustavo Fleury relata que o atirador, que segue com a arma legalizada apreendida pelo fato de não ter porte, usou um revólver calibre 38 com numeração raspada para executar as vítimas.
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