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Mudanças prometem melhorar turismo no Salto do Yucumã

O Yucumã é o maior salto longitudinal do mundo com cerca de 1800 metros

Por: Jonas Martins
13/12/2018 às 23h09
Mudanças prometem melhorar turismo no Salto do Yucumã

Era domingo, 9 de dezembro, quando me direcionei para o município de Derrubadas para conhecer o Salto do Yucumã, imponente beleza natural que encravado em maio ao Parque Estadual do Turvo é o principal ponto turístico da Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e uma das maiores belezas naturais de nosso estado.

Neste ano a Secretaria Estadual de Meio Ambiente assinou um convênio com o município de Derrubadas, permitindo a esse a administração de alguns serviços dentro da área turística do Parque Estadual do Turvo, o que gera uma grande expectativa na comunidade regional e nos visitantes.

Acontece que com a administração estadual da área o município enfrentava dificuldades burocráticas para promover certos reparos necessários na local. A estrada, que corta o parque por 15 quilômetros até o Salto, por exemplo, não podia passar por reparos da municipalidade e necessitava do DAER para realizar os reparos. A mesma dificuldade era encontrada em melhorar questões estruturais mais especificas, como a reforma dos banheiros, melhoria dos quiosques e construção de churrasqueiras.

Tudo isso poderá agora ser realizado pela municipalidade que já se programa para ofertar mudanças significativas no local. Os mais otimistas já falam na instalação de alguma unidade de comida e da disponibilidade de água potável aos visitantes e os extremamente otimistas comentam inclusive na possibilidade de construção de algum tipo de mirante para melhorar a visualização das quedas.

Tendo sido autor de inúmeras matérias sobre o local, outras não sei quantas entrevistas sobre o assunto e sendo nativo da região parece-me vergonhoso admitir que este repórter nunca tinha estado no Salto do Yucumã. Fui algumas vezes até o Parque para participar de eventos ou em coberturas jornalísticas, mas nunca me direcionei até as quedas de água.

O primeiro fator e talvez um dos mais importantes para quem deseja visitar o local e que já sofreu mudanças com o convênio, está relacionado a comunicação com os visitantes. Não raro verificamos queixas de visitantes que chegavam no local e encontravam as quedas d’água sem visualização. Hoje além do Centro de Informações Turísticas localizada na cidade de Derrubadas, há pagina da prefeitura na internet e nas redes sociais também cumprem a função de informar sobre as condições das quedas.

Na recepção do Parque os visitantes pagam ingressos e se dirigem por uma estrada de chão, por 15 quilômetros. A estrada passou por reparos alguns dias atrás e se não está perfeita, o que dificilmente acontecerá, já que a mesma está em meio a selva e sujeita a muitos fatores, está viável para trafegabilidade sem maiores problemas.

Quando cheguei na área destinada a camping no Salto do Yucumã, já encontrei diversas famílias e vários locais do estado se preparando para fazer seus almoços ou apenas escolhendo as áreas onde concentraram-se durante o dia.

Ao me direcionar para local tão desejado, pude testemunhar algumas reclamações, quase injustificáveis, do caminho acidentado entre pedras, que as vezes torna a caminhada até as margens do rio, em algum tanto desafiador, no entanto, absolutamente compensador, quando se chega diante daquele imponente gigante de águas.

Localizada em uma fenda que se abriu no Rio Uruguai milhares de anos atrás, tornando-se assim no maior salto longitudinal do mundo com 1800 metros. A queda de água, que segundo relatos antigos, chegava a 20 metros de altura, agora somente chega aos 10 metros em condições absolutamente favoráveis, mas mesmo, com algo em torno de 6 metros naquele domingo a imagem ainda assim é impressionante.

Quis saber a profundidade do local. Um dos guardas me disse que ficam em torno de 85 metros, mas que há alguns pontos em que chega a 115 metros de profundidade.

A queda lateral à corrente nos faz pensar no quanto a natureza tem desígnios de perfeição que são absolutamente inacreditáveis. As piscinas que se formam em meio as lajes por onde corre o leito do rio no momento de cheia, abrigam pequenas espécies de peixes que parecem aguardar ansiosamente a subida das águas para que possam seguir o leito do rio de maneira normal.

A estrutura já existente no parque, apesar de muito abaixo do que poderia ser, superou as expectativas negativas que relatos de outros me fizeram ter. As churrasqueiras, mesas e quiosques estão bem conservados. Os banheiros usáveis. O grande problema em meu ver foi a falta de água potável no local e nenhum ambiente de venda de lanches ou qualquer outro produto.

A verdade é que para quem visitou o Salto Yucumã pela primeira vez, sai extremamente contente com o que vi. Somente o privilégio de poder visualizar uma área que foi formada pela natureza a milhares de anos, já compensa qualquer dificuldade que a falta de estrutura pode apresentar.

Fica no ar a certeza de que com a manutenção do convênio município e estado, a tendência é que problemas pontuais sejam solucionados e a estrutura de recebimento de turistas e visitantes torne-se, em pouco tempo, a altura da beleza e da imponência do Salto do Yucumã.

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