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PF investiga corrupção em aquisição de materiais médico hospitalares em Passo Fundo

Um dos investigados teria recebido 1,5 milhão de reais pelo direcionamento da aquisição de material neurocirúrgicos pelo SUS

13/05/2021 09h57 Atualizada há 1 mês
Por: Priscila Goulart Fonte: Rádio Uirapuru
Foto: Mateus Miotto/Rádio Uirapuru
Foto: Mateus Miotto/Rádio Uirapuru

A Polícia Federal deflagra, na manhã de hoje (13), a Operação Circulo de Willis, que investiga crimes de corrupção e sonegação tributária a partir do fornecimento de materiais médico hospitalares para realização de cirurgias através do SUS em hospitais de Passo Fundo.

Participam da execução da operação, 80 policiais federais que cumprem 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de Passo Fundo e Porto Alegre (RS), Florianópolis e Lages (SC), e em São Paulo (SP).

A investigação teve início em 2019 a partir de informações coletadas na Operação Efeito Colateral (2018) e apurou a relação ilícita de médicos com empresas fornecedoras de materiais hospitalares mediante o recebimento de valores pelo direcionamento do uso de produtos das empresas investigadas em procedimentos neurocirúrgicos, majoritariamente realizados através do SUS.

As comissões pagas aos investigados variavam entre 20 e 25% dos valores dos produtos utilizados nas cirurgias. Em 2013, um dos médicos investigados teria realizado 84 procedimentos cirúrgicos com material fornecidos pela empresa ao custo aproximado de R$ 1,4 milhões e recebido R$ 284 mil. Desse valor, R$ 190 mil seriam dos procedimentos realizados através do SUS. A estimativa é de que, no período de 2013 a 2018, esse investigado teria recebido indevidamente R$ 1,5 milhão, considerando apenas os procedimentos realizados através da rede pública. Diligências indicaram que parte dos valores eram entregues em envelopes, de forma dissimulada, durante eventos médicos realizados no Brasil, sem devida declaração ao Fisco.

A Polícia Federal também identificou que o principal investigado teria se tornado sócio oculto de uma fornecedora de molas (stent neurológico) nacionais. A aquisição desses materiais pelo hospital em que atuava também era submetida a sua influência.

Outra fraude investigada diz respeito a estudo sobre eficiência da mola nacional, utilizada pelo principal investigado em cirurgias pelo SUS. O médico teria celebrado acordo comercial com empresa privada para elaborar um estudo clínico que apontaria a eficácia da mola nacional comercializada por ele, porém, em razão de desacordo comercial, o médico deliberadamente alterou o resultado do estudo, passando a apontar que o produto apresentava complicações superiores a 90%.

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