
Na quarta-feira (9/11), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o SEST/SENAT divulgaram os resultados da 25ª edição da ‘Pesquisa CNT de Rodovias’. Os dados apontam que o estado geral da malha rodoviária brasileira piorou em 2022. Dos 110.333 quilômetros avaliados, 66% foram classificados como regular, ruim ou péssimo. Em 2021, esse percentual era de 61,8%.
Com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros, a CNT avalia 100% da malha rodoviária pavimentada federal e as principais rodovias estaduais. Durante 30 dias, 22 equipes percorreram as cinco regiões do Brasil de forma a compor os resultados da pesquisa de 2022, que passa a integrar a maior série histórica de informações rodoviárias do país, realizada pela CNT desde 1995.
Trata-se do maior e mais completo acompanhamento sobre o estado geral das rodovias brasileiras. Neste levantamento, são analisados o pavimento, a sinalização e a geometria da via, como também a existência de pontos críticos. Tais características levam em conta, respectivamente, variáveis como condições da superfície; placas e faixas de sinalização e defensas; além de elementos da via, como curvas, acostamentos, pontes e viadutos. Esses aspectos recebem classificações que vão desde ótimo e bom a regular, ruim e péssimo.
Em toda a malha pesquisada, foi observada uma piora significativa na característica pavimento em relação ao resultado de 2021. A CNT identificou que 55,5% (61.311 quilômetros) da extensão encontram-se em estado regular, ruim ou péssimo, um acréscimo de 3,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para a sinalização, 60,7% (66.985 quilômetros) foram considerados deficientes (regular, ruim ou péssimo), enquanto para geometria da via, este montante corresponde a 63,9% (70.445 quilômetros).
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