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Especiais Coluna

A voz do gigante (II)

Texto aborda a luta do exército de Israel contra o gigante filisteu chamado Golias

21/04/2020 18h01
Por: Diones Roberto Becker

Quando percebe que Davi caminha em sua direção, Golias se empolga. E não é para menos. Se todo o exército de Israel, com guerreiros profissionais armados, não representa qualquer ameaça ao Gigante filisteu, imagina agora um rapazinho franzino do porte de Davi, sem experiência de guerra e armado com uma tira de couro (a funda) e algumas pedras. O grandalhão cai na gargalhada com razão. E irrompe com desprezo e chacota:

- Sou eu algum cão para vires a mim desse jeito? Mas continue, venha, que hoje mesmo darei a tua carne aos animais carniceiros.

Todavia, se para Golias aquilo significa uma espécie de espetáculo, para Davi é algo diferente. Ele sabe que está diante de um guerreiro destemido, experiente e cruel. E leva isso bem a sério. O vozeirão do Gigante, que antes debochava do rei, do exército inteiro e até de Deus, agora troveja impropérios, zombarias e ameaças de morte exclusivamente contra a sua pessoa. Contra o adolescente esguio.

Não importa o porquê, se por brincadeira ou diversão, mas o temido guerreiro está de fato caminhando ao encontro de Davi. Com escudeiro e tudo. Isso é assustador e perigoso.

A gritaria ameaçadora e debochada do Gigante faz o rei e seu exército encolherem-se de pavor. Soldados tapam os olhos para não presenciarem a morte do inocente rapazinho numa investida covarde de Golias.

Mas Davi pouco está ligando para a voz do inimigo. Confiando em Deus, cauteloso e focado no desejo da vitória, ele escuta outra voz, bem diferente, silenciosa:

- Continua, Davi, você é capaz. A injustiça não pode persistir para sempre. Você tem potencial para vencer qualquer inimigo. Enfim, eu estou contigo.

Essa é a única voz que interessa a Davi. Não lhe importa o que diz o guerreiro filisteu. Nem a insistência dos irmãos e outros soldados para que desista da perigosa empreitada. Cada vez mais encorajado por aquela voz que só ele escuta, profetiza contra o Gigante:

- Tu vens a mim com espada, lança e escudo. Mas eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus a quem tens afrontado. Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão.

Lógico que isso não impressiona Golias, que continua embevecido com a ideia de que matar Davi não passaria de uma bela diversão. Havia até mesmo tirado o capacete, pois, para um guerreiro de seu porte, Davi não oferece risco.

Engano. Uma pedrada de funda surpreende o Gigante, acertando-lhe exatamente a testa desnuda. Ninguém acredita no que está vendo, mas o poderoso Golias está no chão. E, com a própria espada, agora tem a cabeça decepada pelas mãos franzinas de Davi.

- De quem é filho este jovem? - indaga o rei.

Para responder, o general precisa fazer uma pesquisa. Descobre que Davi é apenas filho de Jessé. Uma pessoa comum. Sem nome, sem dinheiro, sem experiência para a guerra. E sem aparência.

Mas disciplinado (tanto que é músico e hábil no uso da funda). Responsável e dedicado no cuidado com as ovelhas de seu pai (coisa simples, mas importante para ele). Sempre pronto para servir. Sonhador. E cheio do Espírito de Deus.

Todos nós temos nossos Golias que nos afrontam. São nossos problemas. Gigantes, sim, temíveis, mas não invencíveis quando os enfrentamos em nome do Senhor, como o fez Davi.

Essa história fantástica da Bíblia é para nós, pessoas comuns como Davi. Ela nos encoraja a continuar lutando em busca da vitória. Em qualquer aspecto da vida. E não interessa o tamanho, a forma ou a intensidade do problema. Ele sempre terá solução quando unirmos duas coisas: atitude e confiança em Deus. Como fez Davi.

Porque quando agimos com atitude e fé em Deus, passamos a ouvir a Sua voz nos confortando e encorajando. Então a voz do nosso gigante não assusta. E a vitória é certa.

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