
Um estudo da Emater-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), revela que a quantidade de produtores de leite e rebanho leiteiro diminuiu no Rio Grande do Sul neste ano, porém, a produção e a produtividade registraram crescimento.
Os dados constam no ‘Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva de Leite no Rio Grande do Sul 2019’ e foram apresentados durante reunião no Plenarinho da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, na manhã da última quinta-feira (05).
O presidente da Emater, Geraldo Sandri, destacou que os números referentes à cadeia produtiva de leite foram coletados nos 497 municípios do Estado, entre os dias 20 de maio e 30 de junho deste ano.
O titular da SEAPDR, Covatti Filho, afirmou que esse é o maior e mais completo estudo sobre a cadeia do leite realizado no Brasil. – São dados fundamentais para se ter o retrato da realidade e, com isso, poder atuar na melhoria da cadeia produtiva de leite, que é composta por 97% de agricultores familiares – ressaltou Covatti Filho.
De acordo com o gerente técnico adjunto da Emater-Ascar, Jaime Ries, houve aumento de rebanho e produtividade por propriedade rural, perfazendo uma média de 1,1 vaca por ano e 19,1 litros de leite por dia. – Mesmo com a redução significativa no número de produtores envolvidos na cadeia produtiva do leite, o aumento na produtividade se deve ao fato dos pequenos produtores estarem se especializando mais, investindo em tecnologias, equipamentos e instalações, garantindo o conforto e bem-estar animal – enfatizou o gerente técnico adjunto.
Jaime Ries apresentou também as três principais dificuldades apontadas pela maioria dos produtores: 45,21% indicaram a falta ou deficiência de mão de obra; 44,89% se mostraram descontentes em relação ao preço recebido pelo leite e 40,72% reclamaram da falta de sucessão familiar.
Participaram da pesquisa: 495 escritórios municipais da Emater-Ascar; 392 prefeituras; 207 Inspetorias de Defesa Agropecuária; 114 Sindicatos de Trabalhadores Rurais; 74 Conselhos Municipais de Agricultura; 259 indústrias, agroindústrias, cooperativas e empresas de laticínios, além de 81 outras entidades ligadas ao primeiro setor gaúcho.
DADOS INCLUÍDOS NO ESTUDO
Variação do número de municípios com produtores de leite:
- 2015: 467;
- 2017: 465;
- 2019: 457;
Variação do número de produtores:
- 2015: 84.199;
- 2017: 65.202;
- 2019: 50.664;
Diferença acumulada de -33.535 entre 2015 e 2019.
Variação no número de vacas leiteiras:
- 2015: 1.174.762;
- 2017: 1.073.899;
- 2019: 930.399;
Diferença acumulada de -244.363 entre 2015 e 2019.
Variação média de vacas leiteiras por produtor:
- 2015: 13,92;
- 2017: 16,44;
- 2019: 18,34;
Variação na produtividade (litros de leite/vaca/dia):
- 2015: 11,74;
- 2017: 12,59;
- 2018: 13,90;
Variação na produtividade (litros de leite/propriedade/dia):
- 2015: 136,5;
- 2017: 172,9;
- 2019: 213;
Números são referentes aos produtores que vendem leite para indústrias, cooperativas ou queijarias e aos que processam a produção em agroindústria própria e legalizada.