
Começa nesta segunda-feira (18), por tempo indeterminado, a greve dos professores da rede estadual de ensino, liderada pelo Cpers. A mobilização é uma resposta às reformas propostas pelo governador Eduardo Leite no serviço público, com projeção de economia de R$ 25 bilhões em 10 anos.
Os professores serão os mais atingidos: além de mudanças no plano de carreira específico da classe, eles serão impactados por modificações válidas para todo o funcionalismo, como o fim dos adicionais por tempo de serviço e o corte da incorporação de gratificações na aposentadoria.
— A nossa orientação é para que os pais não mandem os filhos às escolas. Até por uma questão de segurança, evitando que encontrem a escola vazia. A nossa percepção é de que teremos grande adesão. O governo obviamente vai fazer suas pressões sobre as pessoas, mas temos o direito constitucional de fazer a greve — diz Helenir Schürer, presidente do Cpers.
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que ainda não foi notificada pelo sindicato dos professores sobre a greve. A orientação da Seduc é para que os alunos compareçam às escolas. Em caso de dúvidas, a pasta recomenda que pais e estudantes entrem em contato diretamente com os colégios.
A secretaria deverá ter ainda nesta segunda-feira levantamento sobre a adesão à greve nas 2,5 mil escolas estaduais gaúchas.