
Nas eleições de 2018 a esquerda ficou totalmente fora do debate político do Rio Grande do Sul. Eduardo Leite do PSDB e José Ivo Sartori, MDB, dois nomes de centro acabaram polarizando a disputa.
O PT é o maior partido de esquerda do Brasil, no entanto, fez uma péssima escolha eleitoral indicando Miguel Rossetto disputar o cargo de governador aqui nestes pagos. Apesar da boa relação, Rosetto não conseguiu empolgar nem os próprios aliados. Pouca gente lembra, hoje, que Rosseto também estava na disputa.
Mesmo com toda a falta de empolgação e em meio a um momento em que a imagem do PT ainda estava muito arranhada, pela então recente prisão do ex-presidente Lula, Rosseto conseguiu fazer 17,76% dos votos no primeiro turno. Não chegou, em momento algum, ameaçar Leite ou Sartori, mas provou que o estado ainda tinha uma boa parcela de eleitores do campo da esquerda que se mantinham fieis.
Edegar Pretto concorreu três vezes para a Assembleia Legislativa, com três eleições, sendo três vezes o mais votado do partido. Foi presidente da Assembleia em 2017 e se notabiliza, que apesar de estar cravado no campo da esquerda, por ter um bom trânsito em todos os setores e com colegas de várias outras bancadas. Pretto é um diplomático, e dos nomes que o partido podia indicar o mais moderado.
É difícil dizer se a candidatura do deputado vai ganhar corpo para brigar por um segundo turno, mas já é confortável afirmar que seu discurso é mais afinado e que seu potencial de votos é maior do que o de Miguel Rossetto.
Se na última eleição a esquerda passou quase despercebida, nesta, com a presença de Edegar Pretto, o debate estará melhor representado e numa democracia que se prese, quanto mais vertentes ideológicas estiveram na mesa, melhor para o eleitor.
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