
Os prefeitos de Tenente Portela, Rosemar Sala, Redentora, Nilson Paulo Costa e de Miraguaí, Valdelirio Preto, tiveram uma reunião ontem por videoconferência com a juíza da primeira vara federal de Palmeira das Missões. Ana Raquel Pinto de Lima, para buscar uma solução para a colheita do trigo na Terra Indígena do Guarita.
A reunião foi marcada depois que os prefeitos detectaram que muitos produtores estavam deixando de colher o cereal em virtude da operação que está ocorrendo na Terra Indígena do Guarita pela Força Nacional de Segurança e agentes da Fundação Nacional do Índio que tem por objetivo a identificação das pessoas não índias que plantam na terra indígena na modalidade arrendamento, o que é ilegal em virtude da área pertencer à União.
Na reunião, segundo os prefeitos, a juíza deixou claro que em nenhum momento proibiu que a colheita fosse feita e explicou que a operação está apenas em busca da identificação dos agricultores. Ela disse inclusive que os agentes têm recomendação de não cometerem atos de represália ou possíveis apreensão de maquinário agrícola.
Segundo o prefeito de Miraguaí, Valdelirio Preto, os agricultores que mantém parceria de plantio dentro da Terra Indígena do Guarita podem efetuar a colheita normalmente sem medo de represália.
Os prefeitos reiteram que neste momento a operação está apenas focada em identificar os agricultores e não em repreendê-los, sendo que depois de identificado, esses agricultores terão a possibilidade apresentar possíveis defesas contra qualquer acusação que venham a ocorrer em resultado da operação.
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