
O campo experimental da Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (COTRIJUC) sediou, na quarta-feira (13/10), a 11ª edição da Abertura do Plantio da Soja no Rio Grande do Sul, cerimônia que integra o Calendário Oficial de Eventos do Estado. A solenidade marcou o início da semeadura da safra 2021/2022 do grão que é hoje a principal commodity gaúcha e nacional. Projeções feitas pela Emater-Ascar apontam que o Rio Grande do Sul poderá colher no atual ciclo 19,9 milhões de toneladas de soja.
Segundo estimativa da Emater-Ascar, os gaúchos irão semear a oleaginosa em 6,3 milhões de hectares na atual safra de verão, aumento de 3,62% em relação ao ciclo 2020/2021. Se a área se confirmar, o Estado supera o recorde alcançado na safra anterior, de 6,11 milhões de hectares cultivados. No ciclo passado, a produção de soja rompeu a barreira das 20 milhões de toneladas, colocando o Rio Grande do Sul como segundo maior produtor do grão no país, atrás apenas de Mato Grosso.
Em termos de Valor Bruto da Produção (VBP), a soja é o produto agropecuário mais importante do Rio Grande do Sul. Na última safra, o VBP gerado pela cultura somou R$ 55,9 bilhões, respondendo por 60% de todo o valor bruto da agropecuária gaúcha.
Embora a conjuntura de preços e mercado para o produto seja favorável, as regiões produtoras se preocupam com os custos de produção que apresentaram fortes incrementos neste início de temporada. Demonstrativo do custo de produção divulgado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias (FECOAGRO/RS) mostra que os custos operacionais giram em torno dos R$ 3.340,00 por hectare, enquanto o custo total deve superar os R$ 5.400,00 por hectare.
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