
A administração judicial da Cotrijuí está finalizando a organização do relatório financeiro referente ao exercício de 2018. Os números serão apresentados aos associados durante uma assembleia, cuja data ainda não foi definida.
De acordo com Rafael Brizola, um dos interventores judiciais da cooperativa, o balanço financeiro já foi encaminhado a Receita Federal. Ele destacou que o arrendamento de unidades da Cotrijuí se mostrou bastante positivo. – Apenas no município de Dom Pedrito não houve interessados – revelou Rafael Brizola.
O interventor judicial ainda afirmou que os R$ 2,9 milhões arrecadados no leilão realizado nos dias 19 e 20 de março deste ano e que resultou na venda de 234 bens que pertenciam a Cotrijuí está depositado em juízo. A deliberação do montante cabe ao Juiz Guilherme Eugênio Mafassioli Corrêa, da Comarca de Ijuí. Segundo Rafael Brizola, já foi solicitado autorização para outro leilão, que ofertará imóveis da Cotrijuí, mas não houve resposta do Poder Judiciário até o momento.
Intervenção judicial:
No dia 29 de janeiro do ano passado, o Poder Judiciário determinou a intervenção na cooperativa e, desde então, é dirigida por uma administração nomeada pela Justiça.
Um levantamento realizado pela última diretoria apontou que a Cotrijuí começou a acumular dívidas a partir dos anos 2000 e que, atualmente, somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Parte desta pendência é oriunda do não pagamento aos produtores.
Aproximadamente 17 meses depois de sofrer a intervenção da Justiça, a Cotrijuí aguarda a sentença que definirá seu futuro. O processo movido pela Chinatex, que solicita a liquidação extrajudicial, aprovada em assembleia geral dos associados em 2014, pode ser convertida para liquidação judicial. Na prática, seria o reconhecimento legal da inviabilidade da cooperativa. A ação tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Ijuí.