
O fechamento da estação rodoviária e a ausência de ponto para venda de passagens, e embarque e desembarque de pessoas, foram temas abordados na sessão ordinária da terça-feira (21/9), no Poder Legislativo de Coronel Bicaco.
O vereador Leandro Briato (PP) frisou que estações rodoviárias de outras cidades não vendem mais passagens até Coronel Bicaco. — Hoje, se você está em Ijuí ou Santo Augusto e quer comprar passagem para Coronel Bicaco, não consegue. Tem que comprar passagem até Redentora — lamentou o progressista.
— Sabemos que o DAER vai realizar um novo processo licitatório de concessão da estação rodoviária de Coronel Bicaco. Mas, até lá, que seja disponibilizado um local para venda de passagens, e para embarque e desembarque de passageiros, além do serviço de despacho de encomendas — reiterou Leandro Briato.
O vereador Paulo Hermel (PDT) afirmou que a estação rodoviária tem suma importância no município, pois nem todos os moradores possuem veículos. Ele lembrou que houve críticas quando o terminal foi transferido do centro da cidade para as margens da BR 468.
O pedetista lastimou que o antigo concessionário da estação rodoviária não notificou as empresas com itinerários que cruzam em Coronel Bicaco sobre sua intenção de não renovar o convênio. — Talvez, a partir disso, as transportadoras já tinham credenciado um lugar para venda de passagens e embarque e desembarque de pessoas — disse o vereador.
Paulo Hermel revelou que a Administração Municipal está procurando um comércio que possa se credenciar junto às empresas de ônibus e efetuar a venda de passagens e o despacho de mercadorias. — Isso também depende do interesse do empresário. Senão, vão ficar as paradas normais de ônibus e os usuários precisarão encontrar outras maneiras para adquirir passagens — ressaltou o pedetista.
— As pessoas precisam saber que nessa história não há culpados. A empresa parou de atender e isso não acontece somente em Coronel Bicaco. Teremos que nos adaptar por enquanto e aguardar — sublinhou o político do PDT.
O vereador Itamar Sartori (PP), que preside o Poder Legislativo, relatou que o antigo detentor da concessão da estação rodoviária encerrou as atividades por causa das exigências do DAER. — Ficou inviável para qualquer empresário ter a concessão de uma estação rodoviária em cidade pequena em virtude das exigências da autarquia estadual — reforçou o edil.
— Nós, do Legislativo ou o Executivo, não temos o que fazer. E pelo jeito será muito difícil alguém querer assumir a concessão da estação rodoviária — prevê Itamar Sartori.
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