
A primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Rio Grande do Sul será realizada no mês de maio, conforme programação da secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).
Deverão ser imunizados todos os bovinos e búfalos, totalizando cerca de 12,5 milhões de animais. A estimativa é de que 300 mil propriedades estarão envolvidas no processo. A meta é atingir uma cobertura vacinal superior a 90%.
Em 2018, ambas as etapas (maio e novembro) superaram 97% de cobertura. Este ano, haverá redução na dosagem de aplicação de cinco para dois mililitros. – Estamos iniciando o processo de divulgação do calendário para que nossos produtores se programem para vacinar o rebanho e garantir que nosso estado fique livre desta grave doença – afirmou o secretário Covatti Filho.
Conforme o departamento de Defesa Agropecuária da SEAPDR, em 2019, a vacina contra a febre aftosa sofreu alterações na sua formulação, com redução na dosagem de aplicação de cinco para dois mililitros. A vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O (removido o tipo C) e as apresentações comercializadas agora serão de 15 e 50 doses. A composição do produto também foi modificada para diminuir as reações vacinais (nódulos).
Os produtores devem comprar as doses necessárias para a vacinação de seu rebanho em casas agropecuárias credenciadas pela SEAPDR. Em seguida, deverão comprovar a vacinação através da apresentação da nota fiscal de compra e declaração do quantitativo de animais vacinados, nas inspetorias ou escritórios de Defesa Agropecuária. O prazo máximo para a comprovação da vacinação é de cinco dias úteis após o término da etapa.
Aqueles que não comprovarem a vacinação serão autuados, conforme determinação do Decreto Estadual nº 52.434/2015, e terão sua propriedade interditada até a regularização dos procedimentos.
A doença:
A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa e de rápida disseminação, com impactos econômicos e sociais. Os últimos focos da doença no estado ocorreram em 2000 e 2001, e acarretaram graves prejuízos econômicos, como o sacrifício e abate sanitário de aproximadamente 29 mil animais e gastos de U$$ 25 milhões em custos diretos, além de perdas econômicas geradas pelo impedimento do comércio nacional e internacional de produtos de origem animal e vegetal.