
Subiu para 42 o número de casos autóctones de dengue no Rio Grande do Sul. O balanço foi publicado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), com dados até o último sábado (30).
Após o estado ter passado o ano de 2018, pela primeira vez sem casos transmitidos dentro do próprio território, a doença em 2019 já foi confirmada em 18 municípios. Destes, a maior concentração é na região missioneira, com 19 casos em dez cidades. Outros 19 municípios tiveram 39 casos importados, quando a pessoa pegou a dengue em outra unidade federativa.
O panorama reforça a importância das medidas de prevenção, que em especial buscam evitar a existência de locais com água parada, onde o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, se reproduz. Essa época do ano ainda é favorável à proliferação do Aedes Aegypti, em virtude das temperaturas ainda estarem elevadas, aliado ao período de chuva.
O município com o maior número de casos no ano é Porto Alegre, com 15 autóctones e cinco importados. Além da capital, a Região Metropolitana já teve casos com circulação local em Esteio (2), Glorinha (1) e Ivoti (1). Na Região Norte, Erechim, Erval Seco, Marau e Tenente Portela, registraram um caso cada.
Na Região Missioneira, os casos estão distribuídos em Santa Rosa (5), Cândido Godói (1), Horizontina (1), Ijuí (1), Panambi (3), Santo Ângelo (2), Santo Antônio das Missões (1), São Borja (1), Três de Maio (1) e Tuparendi (3).
Aumento das infestações:
Das 497 cidades gaúchas, 339 são consideradas infestadas pelo Aedes Aegypti. O conceito refere-se aos municípios que tiveram focos do mosquito nos últimos 12 meses. São 20 cidades a mais do que no mesmo período do ano passado ou 93 em relação a 2017.