
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) divulgou, no último dia 27, uma Nota de Esclarecimento informando que está analisando os desdobramentos do Caso Bernardo, relacionados ao médico Leandro Boldrini, pai do garoto assassinado em abril de 2014.
O CREMERS anunciou que realizará no decorrer do mês de agosto o julgamento para determinar se Leandro Boldrini terá seu registro profissional cassado.
Conforme o professor da disciplina de Ética, Juarez Dalvesco, do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF), Leandro Boldrini poderá ter o registro profissional suspenso se for comprovado que ele usou a Medicina para cometer o crime, se for constatado o delito ético, como no caso de ter assinado a receita do midazolan. Segundo o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), Bernardo Uglione Boldrini morreu em decorrência de uma superdosagem de midazolan.
– Para a cassação do registro profissional é preciso ocorrer uma denúncia no CREMERS para que seja analisado todo o aspecto ético, o que pode ser feito pela juíza. Sem a cassação, Leandro Boldrini pode atuar como médico no presídio – disse o professor.
Leandro Boldrini foi condenado a 33 anos e oito meses de reclusão. Do total, 30 anos e oito meses são por homicídio qualificado (motivo fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação); dois anos por ocultação de cadáver e um ano por falsidade ideológica.
O julgamento do Caso Bernardo no Fórum de Três Passos durou cinco dias e também determinou a condenação dos outros três réus: Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz.