
Terminou na tarde desta quinta-feira (28), o protesto promovido pelos moradores da Terra Indígena do Guarita. O ato representou a contrariedade dos índios em relação ao governo federal, principalmente ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que é favorável a extinção da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). A população da Terra do Guarita também não concorda com a municipalização da saúde indígena.
Ontem (27), os indígenas se concentraram em dois pontos: nas imediações da localidade de Gamelinhas, no interior de Tenente Portela, e no setor da Estiva, em Redentora. Em ambos os locais, o trânsito na ERS 330 foi interrompido e os veículos eram liberados em determinados momentos. O protesto e o bloqueio da rodovia só tiveram continuidade no setor da Estiva, nesta quinta-feira.
De acordo com o cacique da Terra do Guarita, Carlinhos Alfaiate, a extinção da SESAI pode acarretar em grandes perdas para a comunidade indígena. – A luta dos povos indígenas é por sua sobrevivência, por melhores condições de saúde. Esperamos que as autoridades encontrem uma solução para os impasses relacionados à SESAI – ressaltou o cacique.
O prefeito de Redentora, Nilson Paulo Costa, também se posicionou contrário à municipalização da saúde indígena. Conforme o mandatário, os recursos encaminhados pelos governos são insuficientes e, muitas vezes, chegam com enorme atraso.
– Se a municipalização da saúde indígena avançar, certamente teremos o mesmo montante de recursos financeiros, mas o contingente de pessoas aumentará em 4.800. Atualmente, os índios correspondem a 40% da população total de Redentora – frisou o prefeito.