
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, na terça-feira (29/6), o índice de reajuste do valor da bandeira tarifária a ser pago pelos consumidores na conta de luz a partir de julho.
Com isso, o custo da bandeira vermelha 2 – o mais alto do sistema – aumenta de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 quilowatts hora (Kw/h) consumidos. É um reajuste de 52% sobre o valor que já vinha sendo cobrado desde junho e que a agência prevê que siga em vigor até pelo menos novembro, devido ao baixo índice de chuvas em boa parte do país e a consequente queda do nível dos reservatórios hídricos.
A diretoria da ANEEL também decidiu os novos valores para as outras bandeiras. A amarela será de R$ 1,87 a cada 100 kw/h e a vermelha patamar 1, de R$ 3,97 a cada 100 Kw/h. A bandeira verde, que indica boas condições de geração de energia, é gratuita desde a adoção do sistema, em 2015.
O índice de reajuste aprovado foi defendido pelo diretor geral da ANEEL, André Pepitone, para quem o nível de reajuste das tarifas não configura um aumento imprevisto para os consumidores.
— A questão da bandeira é, acima de tudo, uma ferramenta de transparência, pois, sinaliza, mês a mês, as condições de geração energética no país. Condições estas que refletem os custos cobrados. Não existe, portanto, um novo custo. É um sinal de preços que mostra ao consumidor o custo real da geração no momento em que ela ocorre. Dando, inclusive, oportunidade do consumidor de se preparar e adaptar o seu consumo, fazendo um uso mais consciente da energia — disse André Pepitone. Ele afirmou que o país enfrenta uma ‘crise hídrica que se reflete no setor elétrico’, obrigando o acionamento de usinas térmicas, mais caras.
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