
O monitoramento climático de janeiro de 2026 apontou que o volume de chuva no Rio Grande do Sul ficou abaixo da média histórica em praticamente todo o Estado, conforme o Comunicado Agrometeorológico 97 divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Os desvios negativos variaram entre 25 e 100 milímetros em regiões como Missões, Alto Uruguai, Norte e Fronteira Oeste, cenário que também impactou municípios do Médio Alto Uruguai e da Região Celeiro.
Na área de abrangência de Tenente Portela e municípios vizinhos como Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Frederico Westphalen, Vista Gaúcha, Derrubadas e Barra do Guarita, os dados das estações meteorológicas confirmam a redução nas precipitações. Em Palmitinho, foram registrados 133,5 milímetros de chuva em janeiro; em Pinheirinho do Vale, 91 milímetros; e em Frederico Westphalen, 113 milímetros, em Tenente Portela choveu em média 90 milímetros. A média histórica para o período, segundo dados climatológicos, gira em torno de 168 milímetros.
Entre os municípios citados, o maior déficit hídrico foi observado em Pinheirinho do Vale, com 77 milímetros abaixo da média. Frederico Westphalen apresentou volume 55 milímetros inferior ao esperado, enquanto Palmitinho registrou déficit de 34,5 milímetros. Em Tenente Portela e demais cidades vizinhas, produtores também relataram redução nas chuvas e preocupação com a reposição da umidade do solo, especialmente em áreas de cultivo de soja e milho.
Em relação às temperaturas, janeiro apresentou médias próximas ou ligeiramente abaixo da normalidade em grande parte do Estado, variando entre 18°C e 28°C. As regiões Sudoeste registraram os maiores índices, enquanto áreas dos Campos de Cima da Serra tiveram médias mais amenas. Na Região Celeiro e Médio Alto Uruguai, as temperaturas oscilaram dentro da faixa típica do verão, com dias de calor intenso intercalados por períodos mais amenos.
No setor agropecuário, as condições meteorológicas favoreceram a maturação e colheita de variedades precoces de uva em diferentes regiões do Estado e permitiram desenvolvimento adequado das culturas de verão. Para a bovinocultura de corte e de leite, houve maior disponibilidade de forragem, beneficiando o rebanho.
Por outro lado, as temperaturas mais elevadas em determinados períodos exigiram ajustes de manejo por parte dos produtores, especialmente para minimizar o estresse térmico nos animais. O Comunicado Agrometeorológico é elaborado pelo grupo de Agrometeorologia do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária, com base em dados de estações meteorológicas e análise dos impactos sobre as principais culturas agrícolas e a produção pecuária.
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