
Faixas com os rostos e nomes de vítimas que morreram no incêndio da Boate Kiss foram posicionados em frente ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, no início desta terça-feira (26).
O grupo, com cerda de 50 familiares das vítimas, chegou no local minutos antes das 9h, para acompanhar mais uma etapa do julgamento da tragédia ocorrida em janeiro de 2013.
—Estamos cansados. São mais de 12 anos em busca de justiça e parece que cada vez fica mais difícil. Acho que, a partir de hoje, vai haver uma mudança nessa história e vai chegar a um final essa luta — disse Flávio Silva, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM).
O grupo acompanha a análise dos recursos das defesas, que pedem um novo júri. Se o julgamento não for refeito, os advogados querem a redução das penas dos quatro condenados.
—Se isso acontecer (redução das penas), vai ser o maior dos absurdos, porque os réus responderam por apenas um homicídio e foram 242. Está mais que na hora de o Poder Judiciário fazer a parte dele e encerrar isso - acrescentou Silva.
Um dos presentes na sessão foi Delvani Brondani Rosso, 33 anos, um dos sobreviventes do incêndio. Ele teve 45% do corpo queimado, ficou em coma e perdeu três amigos na tragédia.
— Esperamos que se encerre todo esse processo, que vem se arrastando há anos. Queremos uma resolução — disse.
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