
Argentina, Chile e Peru implementaram medidas sanitárias, com vigência nas duas últimas semanas, exigindo que o ingresso de motoristas estrangeiros nesses países deve ocorrer mediante a apresentação de testes negativos RT-PCR realizados com uma antecedência inferior a 72 horas.
Em ofício enviado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirma que as medidas trazem problemas operacionais e de fluxo nas fronteiras do Brasil, entre os quais: o represamento de cargas de exportação e importações; o aumento de custos logísticos não somente relacionados aos testes, mas também aos tempos ociosos em fronteira aguardando os resultados; e a elevação da inconformidade dos motoristas que deverão se submeter a mais esse desafio no universo de restrições já enfrentadas.
A CNT sugeriu, entre outros pontos, a reciprocidade de tratamento e que sejam iniciadas negociações multilaterais, com os países envolvidos, para a suspensão ou o adiamento da implantação das medidas, de modo a possibilitar a instalação de infraestrutura para coleta e análise de testes nas fronteiras do Brasil.
Enquanto não há um posicionamento oficial do Governo Federal, o setor de transporte está se mobilizando para atender às exigências. A Unidade do SEST SENAT de Uruguaiana (RS), por exemplo, cedeu a sua estrutura para que laboratórios conveniados realizem os testes RT-PCR nos motoristas profissionais da região. Além disso, os transportadores de outras localidades têm se articulado para viabilizar as testagens no tempo exigido.
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