
A colheita de soja, safra 2020/2021, já começou no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater/Ascar, na mesma época do ano passado, o Estado já tinha colhido 12% da área total. Na média para o período, a colheita deveria estar em, pelo menos, 8%.
— A colheita já ocorre em pequenas áreas e chega a 1% dos cultivos dessa safra no Rio Grande do Sul. O retorno da umidade adequada no solo beneficiou o desenvolvimento das culturas de verão — afirma a Emater/Ascar.
A maior parte das lavouras de soja apresenta potencial produtivo elevado, especialmente onde há boa umidade nos solos.
Região de Ijuí:
Os cultivos de soja correspondem a 16% da área implantada no Estado. Com o retorno da umidade do solo, a cultura segue com excelente desenvolvimento. As chuvas que ocorreram entre 02 e 04 de março foram suficientes para garantir a produtividade esperada e a conclusão do ciclo em aproximadamente 30% das lavouras.
Em cerca de 70% das áreas cultivadas, é necessária mais uma chuva até 15 de março para que a cultura complete o ciclo sem perder potencial produtivo. A cultura se aproxima do final do ciclo, com 76% da área cultivada em estágio de desenvolvimento dos grãos (granação). Produtores realizam a última aplicação de fungicida para controle de doenças.
Estão presentes sintomas de doenças, principalmente ferrugem e doenças de final de ciclo, com baixa incidência e sem comprometer o potencial produtivo das lavouras de soja. Iniciou a colheita, ainda em pequena extensão de área, mas com produtividades elevadas, ultrapassando a previsão de 3.600 quilos por hectare.
Região de Santa Rosa:
Por lá, 6% das lavouras de soja encontram-se em fase de maturação. As chuvas ocorridas na primeira semana de março em todos os municípios da região foram importantes para garantir o bom aspecto e bom porte e altura de plantas da maioria das lavouras e boa formação de vagens nas lavouras em fase de enchimento do grão.
Como a maior parte das lavouras de soja (78%) encontra-se em enchimento de grãos e pelo fato de continuar a floração em variedades de ciclo indeterminado, produtores iniciaram a terceira aplicação de fungicidas e esperam que, com a manutenção do clima com menor umidade, as lavouras ainda em desenvolvimento consigam finalizar o ciclo da cultura.
As condições de umidade ainda não são limitantes para a cultura, mas em áreas de solo mais raso já se observa estresse hídrico localizado. Em muitas lavouras, foi constatada a incidência de oídio. Produtores encontram dificuldades no controle, pois o fungo está estabelecido nas folhas mais baixeiras, parte das plantas dificilmente é atingida pela calda nas pulverizações.
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