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Geral Carta conjunta

Governadores solicitam que presidência da República viabilize a vacinação contra o coronavírus

Documento visa a imediata adoção de providências para aquisição das doses

05/03/2021 19h19 Atualizada há 1 mês
Por: Diones Roberto Becker Fonte: SECOM-RS
Governadores defendem a vacinação em massa para deter a pandemia e permitir que o país volte à normalidade (Foto: Reprodução)
Governadores defendem a vacinação em massa para deter a pandemia e permitir que o país volte à normalidade (Foto: Reprodução)

Governadores de 14 estados assinaram uma carta conjunta para solicitar ao presidente da República, Jair Bolsonaro, a imediata adoção de providências a fim de viabilizar a aquisição - junto a entidades estrangeiras e organismos internacionais - de novas doses de imunizantes contra a Covid-19.

— Pedimos que o Governo Federal solicite apoio aos países que detêm vacinas hoje e à Organização Mundial da Saúde. O Governo Federal aponta que comprou doses. Mas precisamos que elas cheguem o quanto antes. Precisamos nos unir. O inimigo é o vírus — destacou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas redes sociais.

O envio de doses emergenciais, também referenciado por Eduardo Leite nas redes sociais, é especialmente urgente devido à chegada e à rápida disseminação, já no estágio de transmissão comunitária, da nova variante P1 do coronavírus. 

Os chefes de Executivo argumentam que a vacinação em massa, realizada o mais rápido possível, é a alternativa mais indicada, se não a única, de deter a pandemia, permitindo que o Brasil, estados e municípios possam, aos poucos, voltar à normalidade.

— Os entes federados têm envidado todos os seus esforços, mas estão no limite de suas forças e possibilidades. Nos últimos meses, instalaram milhares de novas vagas em Unidades de Terapia Intensiva, contrataram profissionais de saúde de diversas áreas e viabilizaram a compra de equipamentos, além de investirem em medidas como o distanciamento social e a orientação da população por meio de estratégias claras de comunicação. Esse conjunto de ações, ainda que indispensável, demonstra estar próximo do exaurimento. Ninguém discorda de que, nas próximas semanas, talvez meses, a pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós — detalha o texto.

O percentual de vacinas aplicado no Brasil, afirmam os governadores, ainda é muito baixo e que, no ritmo atual, muitas vidas ainda serão perdidas ao longo deste ano. O texto também reforça a disposição dos chefes de Executivo para colaborar com a execução das medidas propostas e aponta que, a exemplo do que foi feito em outros países, a vacinação, aliada a práticas de prevenção e de higiene sanitária, o esforço para a aquisição de vacinas pede ‘esforço político e diplomático de todos, liderado no plano das relações internacionais pelo governo brasileiro’. 

— Esses imunizantes são hoje para o Brasil e para os brasileiros muito mais do que uma alternativa ou medicamento: representam a própria esperança da população e, nesse sentido, nenhum governante pode correr o risco de não esgotar todas as possibilidades ou de procrastinar ações e procedimentos. Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos, e constituem a triste diferença entre viver ou morrer — relata a carta.

O texto foi assinado pelos governadores Renan Filho (Alagoas), Waldez Goés (Amapá), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Renato Casagrande (Espírito Santo), Flávio Dino (Maranhão), Mauro Mendes (Mato Grosso), Helder Barbalho (Pará), João Azêvedo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Belivaldo Chagas (Sergipe) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

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