
O presidente Jair Bolsonaro confirmou na segunda-feira (08/02) que o Governo Federal negocia o pagamento de um novo auxílio aos trabalhadores informais, que sucederá o auxílio emergencial pago desde o ano passado e cujos últimos repasses foram feitos no fim de janeiro. Ainda não há detalhes sobre as regras do benefício nem o valor a ser pago.
Instituído em abril, para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou com parcelas de R$ 600,00 ou R$ 1,2 mil (no caso das mães chefes de família), por mês, a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o auxílio emergencial foi estendido para o total de cinco parcelas e, em setembro de 2020, foi liberado o auxílio emergencial extensão de R$ 300,00 e R$ 600,00 para as mães chefes de família, com o máximo de quatro parcelas mensais.
— Estamos negociando com o Onyx Lorenzoni [ministro da Cidadania], Paulo Guedes [ministro da Economia], Rogério Marinho [ministro do Desenvolvimento Regional], entre outros, a questão de um auxílio ao nosso povo, que está ainda numa situação bastante complicada — afirmou o presidente.
Sem dar mais informações sobre o auxílio, Jair Bolsonaro ainda ponderou as limitações fiscais do Governo Federal para expandir gastos, mesmo na pandemia. — Sabemos que estamos no limite do nosso endividamento e devemos nos preocupar com isso. Temos um cuidado muito grande com o mercado, com os investidores e com os contratos. Nós não podemos quebrar nada disso, caso contrário, não teremos como garantir realmente que o Brasil será diferente lá na frente — acrescentou o presidente.
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