
O Brasil fechou o ano de 2020 com a geração de 142.690 postos de trabalho. — A grande notícia para nós é que, em um ano terrível em que o PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços) caiu 4,5%, nós criamos 142 mil novos empregos — disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva virtual de divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
Para ele, o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm), criado pelo Governo Federal durante a pandemia de Covid-19, é um dos responsáveis pelo resultado, já que evitou a demissão de cerca de dez milhões de pessoas durante o ano passado.
Pelo programa, empregadores e funcionários fizeram acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos. Como contrapartida, o Governo Federal pagou, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.
— O IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] também soltou dado que confirma esse avanço, essa recuperação da economia brasileira em V [forte queda seguida de forte alta], quando anunciou quase quatro milhões de aumento na população ocupada, quando compara o trimestre de setembro, outubro, novembro sob trimestre anterior, sendo que quase um milhão foi de carteira assinada — destacou Paulo Guedes.
De acordo com dados do CAGED, de janeiro a dezembro do ano passado, foram 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 38.952.313, o que representa uma variação de 0,37% em relação ao estoque de referência, de 1º de janeiro de 2020.
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