
A análise trimestral da conjuntura econômica do país, divulgada na segunda-feira (21/12), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que apesar de visíveis, os efeitos da recuperação ainda são modestos no mercado de trabalho.
Para o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (DIMAC/IPEA), José Ronaldo Souza Júnior, a perspectiva é que a taxa de desemprego aumente antes de começar a cair.
O aumento deve ocorrer mesmo diante de contínua expansão da população ocupada, uma vez que parte dos trabalhadores que saíram da força de trabalho durante a pandemia devem retornar ao mercado à procura de nova colocação, tanto pelo relaxamento das medidas de isolamento social, quanto pelo fim do auxílio emergencial.
— Para o ano que vem, devemos verificar aumento na taxa de desemprego por causa das pessoas que procuram trabalho. Mesmo com a recuperação no número de pessoas ocupadas, ainda assim podemos ter um aumento da taxa de desemprego — observou José Ronaldo Souza Júnior.
O economista disse que, com o fim do auxílio emergencial, a tendência é de crescimento no número de empregos informais. — Com o tempo, as pessoas vão procurar de novo as atividades informais, em uma retomada do emprego informal até mais forte do que o formal, no ano que vem. Ainda assim, imagino que isso será insuficiente para atender a todos que devem voltar a procurar emprego. Tivemos uma queda repentina com a crise, que foi muito grande. É difícil conseguir diminuir a taxa de desemprego — ressaltou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do DIMAC/IPEA.
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