
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu na quinta-feira (11/06) a prorrogação do prazo do auxílio emergencial de R$ 600,00 que está em fase de liberação do segundo dos três pagamentos previstos, e disse ser inevitável a discussão a respeito da criação de uma renda mínima permanente como maneira de contornar os efeitos da crise econômica da pandemia, principalmente em relação aos trabalhadores informais.
– Um grupo de parlamentares está analisando os programas do governo já existentes e estamos vendo a melhor maneira de alocar recursos, mas criar uma renda permanente não é tão simples: temos que encontrar uma fonte no orçamento e essa discussão tem que avançar este ano – disse o parlamentar em entrevista à GloboNews.
Rodrigo Maia mencionou, entre as possíveis fontes de financiamento desses programas, a redução de subsídios tributários, uma repactuação das deduções previstas hoje no Imposto de Renda e mudança no uso de recursos previstos hoje para outros fins, como salário de servidores públicos, medida que, segundo ele, teria que ser adotada por todos os poderes e atingir apenas os salários mais altos.
– Existe muita distorção: 70% das deduções ficam com o andar de cima da sociedade – disse Rodrigo Maia. Para o presidente da Câmara, o custo de não prorrogar o prazo do auxílio emergencial é muito maior para a sociedade que o custo de prorrogar os pagamentos.
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