
O presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) na pandemia do coronavírus e disse que o Governo do Brasil pode deixar a OMS. De acordo com ele, a organização atua ‘com viés ideológico’.
– E adianto aqui, os Estados Unidos saíram da OMS, e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também. Não precisamos de ninguém de lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro – disse Jair Bolsonaro a jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, na noite da sexta-feira (05/06).
O presidente fez referência à controvérsia causada pelas pesquisas que a OMS conduzia sobre a hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus. – Para que serve essa OMS? A OMS recomendou há poucos dias não prosseguir mais com os estudos sobre a hidroxicloroquina, e agora voltou atrás. É só tirar a grana deles que eles começam pensar de maneira diferente – ressaltou Jair Bolsonaro.
A Organização Mundial da Saúde retomou nesta semana os estudos com o medicamento, após aplicar uma suspensão dos testes por dez dias, depois da revisão de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet.
A OMS é uma agência internacional especializada em saúde, fundada em 07 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU). Sua sede é em Genebra, na Suíça. A OMS é composta por 194 Estados-Membros e dois membros associados. No caso do Brasil, para aderir à organização, o país ratificou internamente um tratado internacional de criação da agência. Uma eventual saída deste tratado teria que passar pelo Congresso Nacional.
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