
O pagamento do 13º do Bolsa Família, prometido pelo presidente Jair Bolsonaro, custará entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,6 bilhões, disse o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Ele revelou que a equipe econômica verificará se existe espaço no orçamento para a medida.
– Alocaremos recursos para o pagamento do Bolsa Família conforme seja a decisão política – declarou Waldery Rodrigues, acrescentando que o atendimento à população mais vulnerável é uma das prioridades do Governo Federal, principalmente com a pandemia provocada pelo coronavírus. Ele reiterou que o Ministério da Cidadania ampliou o alcance do programa de complemento de renda.
Conforme o secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, o Governo Federal atendeu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e zerou a fila do Bolsa Família. Segundo ele, os cerca de 500 mil beneficiários que aguardavam para entrar no programa antes da pandemia passaram a receber o auxílio emergencial. – Assim que o benefício emergencial chegar ao fim, eles serão automaticamente incorporados ao Bolsa Família – informou o secretário executivo.
Com a criação do auxílio emergencial, 95% dos beneficiários do Bolsa Família foram migrados para o novo programa de distribuição de renda. Marcelo Guaranys explicou que o processo foi automático. O próprio sistema do Ministério da Cidadania comparou o valor dos dois benefícios, caso a caso, e transferiu o cidadão para o programa que paga mais. Não houve a necessidade de que os membros do Bolsa Família se cadastrassem no auxílio emergencial, como ocorreu com os trabalhadores informais e parte dos inscritos no Cadastro Único.
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