
O primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) da safra 2020/2021 de cana-de-açúcar, divulgado na terça-feira (05/05), revelou que o Brasil deverá colher 630,7 milhões de toneladas, sinalizando uma redução de 1,9% em comparação ao volume produzido no ciclo 2019/2020.
De acordo com a CONAB, a expectativa inicial para a produção era bastante otimista, especialmente em razão das condições climáticas favoráveis à cultura nas principais regiões produtoras, bem como, o comportamento do mercado visualizado no começo de 2020, que acenava para bons preços, tanto para o açúcar quanto para o etanol.
No entanto, o cenário se alterou nos últimos meses com as recentes oscilações de mercado e as consequências relacionadas à pandemia do coronavírus, diminuindo a perspectiva de produção na safra.
A produção de etanol proveniente da cana deve cair 13,9% em relação à safra passada, atingindo 29,3 bilhões de litros. Na temporada anterior, a produção do biocombustível foi a maior da história. Essa queda acontece principalmente pela redução nos preços internacionais do petróleo e pela drástica diminuição do consumo interno, gerado pelo isolamento social como medida de combate ao Covid-19.
O etanol anidro, que é adicionado à gasolina, deverá ter uma produção de 9,2 bilhões de litros, 8,8% a menos que na safra 2019/2020. Para o etanol hidratado, fabricado a partir da cana-de-açúcar, a estimativa é de forte redução de 16% na produção da safra 2020/2021.
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