
Ao ser eleito na quinta-feira (16/04) para presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir do próximo mês, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que a realização das eleições municipais deste ano depende da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
– Nossa maior preocupação é com a saúde da população. Se não houver condições de segurança para realizar as eleições, como conversamos [ministros do TSE] em reunião informal e administrativa, nós evidentemente teremos que considerar o adiamento pelo prazo mínimo indispensável para que possam realizar-se com segurança – disse o ministro.
Luís Roberto Barroso ressaltou que o TSE não apoia o adiamento das eleições municipais para 2022, quando serão escolhidos o presidente da República e os governadores.
– Conforme pude conversar com cada um dos nossos colegas, não apoiamos o cancelamento de eleições de 2020 para que venha a coincidir com o pleito de 2022. Nós consideramos que as eleições são um rito vital para a democracia, portanto, assim que as condições de saúde permitirem, nós devemos realizar as eleições – salientou o novo presidente do TSE.
– Qualquer mudança no calendário eleitoral depende, entretanto, de aprovação do Congresso Nacional – lembrou Luís Roberto Barroso. Ele revelou que a Justiça Eleitoral mantém contato com a cúpula do Legislativo para fornecer um parecer técnico a ser considerado em conjunto com as circunstâncias políticas relacionadas ao adiamento.
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