
O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a pesquisa ‘Onde estão os idosos? Conhecimento contra o Covid-19’, que mostra que 10,53% da população brasileira têm 65 anos ou mais. A meta é reunir informações detalhadas sobre os grupos etários mais avançados visando auxiliar os gestores de políticas públicas na proteção desta parcela durante a pandemia do novo coronavírus.
Segundo o estudo, as taxas de letalidade da doença entre pessoas com 80 anos ou mais são 13 vezes maiores do que na faixa de 50 a 55 anos, e 75 vezes a letalidade da faixa de 10 a 19 anos de idade. Os dados utilizados pela FGV são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), de 2018, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento no número de pessoas com 65 anos ou mais na população brasileira foi de 20% na comparação com os dados de 2012, quando a proporção de idosos era de 8,8%. Há mais idosos entre as mulheres e entre amarelos e/ou brancos, que também têm uma maior expectativa de vida e uma taxa de fertilidade menor.
Os idosos são as pessoas de referência ou os chefes de família em 19,3% dos domicílios brasileiros. Na relação que ocupam com a pessoa de referência da casa, eles são 91,5% dos avós, 69% dos sogros ou sogras e 61,2% dos pais ou mães.
Segundo os pesquisadores da FGV, esse dado indica a dificuldade na política de isolamento domiciliar desta parcela da população. O estudo também revela que os domicílios com idosos têm 25,6% menos pessoas do que a média nacional.
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