
Passado um mês depois da confirmação do primeiro caso de coronavírus (Covid-19) no Rio Grande do Sul, o Governo do Estado apresentou um balanço indicando que as medidas de isolamento social estão surtindo efeito positivo no combate a pandemia. O diagnóstico aponta que a dinâmica da doença permanece no melhor cenário possível.
Na metade de março, o Governo do Estado havia projetado três cenários hipotéticos do Covid-19 para os primeiros dias de abril. A velocidade de contágio poderia ser ‘extrema’ (ao ritmo de Itália, Irã e Coreia do Sul), ‘agressiva’ (França, Espanha e Alemanha) ou ‘moderada’ (Japão).
No pior cenário, seriam 4,3 mil gaúchos infectados. Em uma hipótese intermediária seriam 3,5 mil e, no melhor cenário, 245, segundo as estimativas do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG).
Até o dia 03 de abril, o Rio Grande do Sul tinha 410 contaminações. A data representa duas semanas após a confirmação do 50º caso, quando se estima que exista transmissão comunitária. Ainda que a marca gaúcha seja quase o dobro da japonesa, é muito menor do que uma perigosa curva italiana, francesa ou espanhola.
– Há um efeito positivo das medidas de confinamento tomadas em níveis estadual e municipais, cujo embasamento era justamente o propósito do estudo com as projeções iniciais. Mas é preciso seguir acompanhando a evolução comparativa por um período maior de tempo – afirma Bruno Paim, economista do DEE.
Na quinta-feira (09/04), o governador Eduardo Leite decidiu permitir que as prefeituras decidissem se os serviços não essenciais serão reabertos. Na prática, o novo decreto relaxa as restrições em todo o Estado.