
Em meio à quebra de braço entre autoridades de saúde e o presidente da República, em relação a reabrir o comércio e reativar as atividades comerciais no Brasil, a região também enfrenta uma indefinição nesse sentido.
O município de Três Passos foi o único que retornou as atividades na manhã desta segunda-feira (30/03). Em Frederico Westphalen, uma reunião ontem, com a presença do Ministério Público decidiu que o comércio seguirá fechado, mas afrouxou as regras e liberou a reabertura para oficinas mecânicas e indústrias.
Em Tenente Portela, nossa reportagem conversou com o prefeito Clairton Carboni que disse que está realizando reuniões na manhã de hoje para tomar uma decisão sobre o assunto. Segundo ele, ainda na tarde desta segunda-feira, deverá divulgar algo para orientar a comunidade local, mas reitera que até que outro decreto seja publicado, segue valendo o anterior que determina o fechamento do comércio.
Nós conversamos também com o prefeito de Braga, Carlos Alberto Vigne, que também ocupa a cadeira de presidente da Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro) que nos informou que há conversas com o Ministério Público em relação ao assunto.
Segundo o prefeito em relação ao município do Braga, o Ministério Público, que atende aquela comarca vai repassar um documento para os mandatários onde vai propor algumas coisas sobre as medidas de isolamento, no entanto, segundo o prefeito a tendência é por seguir as orientações que foram divulgadas em nota pela Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS).
A nota da FAMURS foi compartilhada na manhã de hoje pelo prefeito de Redentora Nilson Paulo Costa. Este documento reitera o posicionamento da Federação de permanecer com as atividades paralisadas e as medidas de restrição de convívio social.
A nota diz que a recomendação da entidade se alinha à manifestação pública do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que em entrevista coletiva concedida no último sábado em Brasília, confirmou 114 mortes por conta do novo Coronavírus no país, que já tem 3.904 casos oficialmente confirmados.
A FAMURS diz que concorda com o Ministro da Saúde, que flexibilizar as medidas restritivas de circulação, como liberação das atividades de comércio e retorno às aulas, é uma temeridade.
Abrandar o isolamento social, neste momento, pode representar uma expansão acelerada do contágio, assim como pode, inevitavelmente, sobrecarregar o sistema de saúde pública de todo Brasil, ainda insuficiente para atender um surto da pandemia.
A nota cita ainda que mais de 90% dos municípios do nosso Estado, por exemplo, ainda aguardam a chegada dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e aparelhos hospitalares, como respiradores mecânicos, basilares no tratamento do vírus. Por fim, a Famurs recomenda aos municípios gaúchos a continuidade das medidas até aqui adotadas, mantendo a vigência dos decretos de emergência e calamidade.