
Em meio à crescente pressão que vêm sofrendo para autorizar a retomada das atividades econômicas, prefeitos gaúchos têm agido em conjunto e buscado uma intervenção do governo do Estado para manter em vigor as medidas de quarentena consideradas essenciais à contenção do coronavírus.
Na manhã de domingo (29), a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) divulgou um documento em que reitera a posição em favor do isolamento social nos municípios, em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. “Abrandar o isolamento social, neste momento, pode representar uma expansão acelerada do contágio, assim como pode, inevitavelmente, sobrecarregar o sistema de saúde pública de todo Brasil, ainda insuficiente para atender um surto da pandemia”, diz o texto.
O entendimento é de que é necessário unificar os procedimentos das prefeituras e convencer o governador Eduardo Leite a baixar um decreto com regras válidas para todas as cidades, de forma a arrefecer as pressões locais. A Famurs, que representa os prefeitos dos 497 municípios, defende que um decreto unificado daria mais fôlego para os gestores resistirem às cobranças de comércio, indústria e agronegócio.
A posição do governo do Estado é manter um decreto que estabelece apenas as condições mínimas a serem observadas por todos os municípios, como suspensão de aulas e o fechamento de shoppings. O texto publicado na semana passada também prevê restrições a outras atividades, com itens que precisam ser observados pelas empresas, desde o comércio até a indústria. Leite disse ter plena confiança de que o decreto está adequado e que cabe às prefeituras adotarem regras mais rígidas, se entenderem necessário.
Na avaliação da Famurs, o decreto editado pelo governador só impõe medidas brandas, deixando a carga de implantar regras mais severas sobre os prefeitos.