
Números relativos a junho do ano passado e divulgados pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram que o Brasil tem cerca de 760 mil pessoas trancafiadas em unidades prisionais ou carceragens de delegacias. Deste total, 348,3 mil (45,9%) estão no regime fechado. O levantamento revela crescimento de 3,89% na população carcerária do país na comparação com 2018.
Os presos provisoriamente (que ainda não foram condenados) somam o segundo maior contingente com 253,9 mil, equivalente a 33,47% do total. Também são 126,1 mil (16,63%) detentos no semiaberto e 27 mil (3,57%) no regime aberto. A quantidade em medida de segurança ou em tratamento ambulatorial alcança 3,1 mil.
A divulgação do DEPEN destaca ainda que as unidades prisionais brasileiras possuem 461.026 vagas, o que representa atualmente uma defasagem de 312.125 vagas.
Mais de 90% dos detentos no país são do sexo masculino, enquanto as mulheres somam cerca de 8%. Entretanto, o mais recente levantamento afirma que aumentou a população carcerária feminina em relação a 2018. Somente no ano passado, 37,8 mil mulheres foram presas.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 39,4% dos presidiários respondem por crimes relacionados às drogas, como o tráfico. Na sequência, estão os presos por delitos contra o patrimônio, que somam 36,7% do total. Os detentos por crimes contra a vida alcançam 11,3% do contingente carcerário do Brasil.