
Autoridades do Executivo e do Legislativo, além de moradores da localidade de Campo Santo, se reuniram nas dependências da Câmara de Vereadores de Coronel Bicaco, na tarde da sexta-feira (26/11), para conhecer maiores detalhes do projeto de pavimentação asfáltica entre a BR 468 e o distrito de Campo Santo, numa extensão de 8,6 quilômetros.
A engenheira civil e mestre em Rodovias, Mayara Lamberti, da SM Engenharia Integrada, iniciou sua explanação elogiando a manutenção e qualidade da estrada, o que, segundo ela, vai garantir uma redução no orçamento das obras. — O leito bom da via irá dispensar a execução de duas etapas do processo de colocação da base do asfalto — afirmou a engenheira.
Mayara Lamberti assegurou que o projeto não prevê alterações no trajeto, entretanto, revelou que serão realizadas pequenas movimentações de terra para oferecer mais conforto e visibilidade aos usuários do trecho. Ela salientou ainda que a decisão de manter o atual eixo é para não prejudicar ou favorecer qualquer proprietário de lavoura às margens da estrada.
No projeto elaborado pela engenheira civil consta que cada pista de rolamento terá três metros de largura e 50 centímetros de acostamento em cada lado. A sinalização regular atenderá aos critérios estabelecidos pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER). Pelos estudos efetuados, a velocidade máxima permitida na via – depois de pavimentada – será de 60 km/h.
O prefeito Jurandir da Silva lembrou que, no ano passado, a Administração Municipal investiu cerca de R$ 800 mil em rejeito de brita na ligação até Campo Santo. — Deve ter de 10 a 12 centímetros de base deste material — destacou o mandatário. Mayara Lamberti emendou reiterando que o solo está muito bem compactado e, por isso, haverá a construção de 15 centímetros de sub-base, 15 centímetros de base e cinco centímetros de revestimento asfáltico.
Em vários momentos de sua explanação, a engenheira civil enfatizou que o projeto para construção do asfalto é seguro e bem feito, mas que a qualidade da obra dependerá da empresa vencedora da licitação. — A fiscalização [dos trabalhos] pode ser realizada por servidores da prefeitura ou, então, deve-se contratar uma assessoria de execução — acrescentou Mayara Lamberti. Segundo ela, o projeto já foi aprovado pelo DAER.
Para a pavimentação dos 8,6 quilômetros entre a BR 468 e Campo Santo, a Administração Municipal pretende buscar recursos através de um financiamento junto ao Banco de Desenvolvimento Regional do Extremo Sul (BRDE). Para concretizar a operação, o Poder Executivo necessita de autorização dos vereadores e um Projeto de Lei (PL) – cujo objeto é o financiamento – já foi encaminhado ao Legislativo.
O prefeito disse que, caso os edis reprovem o PL, acontecerá uma economia mensal de recursos públicos até alcançar um montante que permita a organização de processo licitatório visando o asfaltamento de determinada metragem da estrada. — Talvez, até o final do mandato consigamos fazer uns quilômetros. Caberá ao próximo prefeito decidir se continua com o asfaltamento — ressaltou Jurandir da Silva.
A contenção mencionada pelo mandatário ficaria entre R$ 70 mil e R$ 80 /mil por mês, ou seja, mais ou menos o valor da parcela na operação com o BRDE. O prefeito ainda solicitou agilidade na votação do PL nº 078/2021, argumentando que o prazo para assinatura de convênios junto ao banco vai se encerrar em meados de dezembro.
O presidente da Câmara de Vereadores, Itamar Sartori, afirmou que, juntamente com os demais edis, almeja se reunir na semana seguinte com alguns secretários municipais para conhecer mais profundamente como o Poder Executivo pagará o financiamento. — Na próxima sessão ordinária, vamos votar o Projeto de Lei — assegurou Itamar Sartori. A apreciação da matéria deverá acontecer no dia 6 de dezembro.
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