
O pronome neutro é uma variação linguística e não uma norma culta a ser seguida. Qualquer verbete ou modo de linguagem para se tornar uma norma culta ele precisar ser falado e escrito pela maioria, o que não existe hoje. Logo criticar o uso do pronome neutro é tão descabido tquanto usá-lo em qualquer situação.
Se o locutor de uma oração está se referindo de maneira informal a uma pessoa que não se alto-classifica nem no gênero masculino, nem no feminino, não há problema do uso do pronome neutro, no entanto, se a oração em questão não é especifica deve sempre preservar o entendimento da maioria e nesse caso usar norma culta ou padrão.
Questão de comunicação: para se comunicar precisa de uma mensagem, um emissor, um receptor e um código que ambos entendam. Quando estou sendo específico posso usar e abusar das variações linguística, desde que o receptor da mensagem conheça o código usado pelo emissor.
É importante que se diga que o uso do pronome se refere ao gênero e não ao sexo. Detalhe: pronomes diretos já são neutros: eu, tu, nós, você! Apesar de fazer parte da família dos pronomes pessoais de caso reto, eles são usados de forma direcionada.
Mais um detalhe: a língua geralmente surge na forma oral e depois se transfere para a forma escrita, logo, o uso de palavras como Alunxs, meninxs, é absurdo, uma vez que sua pronúncia é impraticável, ainda, na língua Portuguesa.
Os gêneros gramaticais são macho e fêmea e isso está diretamente ligada a história da língua, sua antropologia e morfologia. Pode mudar algum dia e termos como “todes” passarem a fazer parte de nosso vocabulário? Pode, mas esse é um processo natural.
Apesar de respeitar a variação linguística dentro da língua portuguesa e permitir que ela se desenvolva, é importante que a gramática seja preservada, pois a língua é a garantia da preservação de um povo. Se a língua se perde o povo se perde.
Qualquer alteração na língua que não ocorra de forma natural está fadada ao fracasso. A imposição do pronome ou do gênero neutro, fora do conceito de variação linguística é inviável na linguagem atual. O gênero e o pronome neutro, ocupam, no campo da gramática, o mesmo lugar da gíria, ou seja, são variações linguísticas restritas a certos grupos e situações.