
Iniciou nesta quarta-feira (1º), a primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Rio Grande do Sul. Até o dia 31 de maio, a estimativa é imunizar 12,5 milhões de animais entre bovinos e bubalinos. Conforme a secretaria estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), o objetivo é alcançar uma cobertura vacinal acima de 90%.
As duas etapas de vacinação no ano passado, realizadas nos meses de maio e novembro, fecharam com índice de 97%. – Estamos mobilizados e motivando nossos pecuaristas para que vacinem o rebanho e garantam que nosso estado fique livre desta grave doença – salientou Covatti Filho, titular da SEAPDR.
Segundo o departamento de Defesa Agropecuária da SEAPDR, neste ano, o medicamento contra a febre aftosa teve alterações na fórmula, com redução na dosagem de aplicação de cinco para dois miligramas. A vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O, e as apresentações comercializadas agora serão de 15 e 50 doses. A composição do produto também foi modificada com finalidade de reduzir os nódulos após a aplicação.
Prazo para comprovação:
Os produtores podem comprar as doses necessárias para a vacinação de todo o seu rebanho em casas agropecuárias credenciadas pela SEAPDR. Em seguida, deverão comprovar a vacinação com a apresentação da nota fiscal de compra e declaração do quantitativo de animais imunizados nas inspetorias ou escritórios de Defesa Agropecuária.
O prazo máximo para a comprovação da vacinação é de cinco dias úteis após o término da etapa. Aqueles que não comprovarem a vacinação serão autuados, conforme determinação do Decreto Estadual nº 52.434/2015, e terão a propriedade interditada até a regularização dos procedimentos.
A doença:
A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa e de rápida disseminação, com impactos econômicos e sociais nos locais onde ocorre. Os últimos focos da doença no Rio Grande do Sul foram registrados nos anos 2000 e 2001 e acarretaram em enormes prejuízos econômicos, como o sacrifício e abate sanitário de aproximadamente 29 mil animais e gastos de U$$ 25 milhões em custos diretos, além de perdas econômicas geradas pelo impedimento do comércio nacional e internacional de produtos de origem animal e vegetal.